Mãe preta ( Black mama) pintura brasileira

Mãe preta ( Black mama) pintura brasileira
Nossas africanidades Camaçari: Daniel S. Gomes

sábado, 19 de novembro de 2011

Mais uma vez um sucesso.


Chegamos a culminância de um trabalho executado pelos alunos do IFBA do Campus de Camaçari, na sua maioria os trabalhos são espetaculares, é claro que o caminho nem sempre é fácil de percorrer; primeiro nossa ignorância com as coisas da cultura afro e afro-brasileira, depois a própria resistência dos alunos em trabalhar um tema que em sua estética própria não os seduz, principalmente quando estão acostumados com a beleza de astros como os da séria Crepúsculo e a atores da rede globo.

As expressões verbais e faciais deles até verem sua obra crescendo e sendo exposta são sintomáticas de que devemos insistir em tratar desses temas em nossas aulas, talvez tenhamos uma geração mais sensível as diferenças e mais sintonizadas com o nosso tempo.

Senti entretanto a falta de alguns atores que seriam importantes para que os alunos pudessem ver a seriedade de se aplicar as leis de nosso pais como a LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003 e a Lei 9.394/1996 , pessoas que pela cor da pele deveria aqui estar e outras pelo cargo que ocupam na instituição.

Parabéns aos alunos estamos todos felizes com suas participações tanto na feitura dos quadros como na arrumação da Exposição “Nossas Africanidades IFBA – Camaçari.

Professor Daniel Silva Gomes

domingo, 23 de outubro de 2011

Curriculo

Daniel Silva Gomes
Ladeira Cruz da Redenção nº13 ap 301
Brotas, Salvador Ba

Tel – 71 335444o3 Celular:71 82574729

Emails:

d.danigomes56@gmail.com

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Bacharel em Artes Plásticas
UFBAUniversidade Federal da Bahia / Escola de Belas Artes
PÓS-GRADUAÇÃO:
Especialização em Planejamento em Técnicas de Ensino Superior
ABEC / UNIBA / AEM / FACULDADES MONTENEGRO

APERFEIÇOAMENTO:

Curso Básico de Educação à Distância Educação Ambiental -
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, / MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE / IBAMA /UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA.
Curso de Capacitação à Distancia “Formação Empreendedora na Educação Profissional–MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO / SEMTEC/FEESC LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA –UFSC
Aluno especial do Mestrado em Artes Visuais da Eba/Ufba
Nas disciplinas:
LABORATÓRIO DE EXPRESSAO BIDIMENSIONAL
LABORATÓRIO DE EXPRESSAOTRIDIMENSIONAL
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:
ARTISTA PLÁSTICO:
Com diversas Exposições coletivas em Galerias, Salões e Bienais de Artes no Brasil desde 1979, sendo Premiado em algumas delas.
Coordenador de Movimentos Artísticos e Culturais.
PRODUÇÃO CIENTIFICA:
Apostilas: Manifestações Culturais e Folclóricas.
Monografia para conclusão de Pos graduação: A Repetência Escolar e o Professor na Escola de Ensino Fundamental de Eunápolis
Vídeo sobre as Manifestações Folclóricas em Porto Seguro
“Apostila de Metodologia Cientifica: da Leitura ao projeto e á monografia”
Exposição de Arte dos alunos de Educação Artística- Comemoração dos 9 anos doCefet-Ba/Uned Eunápolis.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:
Professor de Educação Artística 1º e 2ºgraus, Folclore, Metodologia do Projeto, e Desenho Básico nos Cursos Técnicos e Profissionalizantes do Cefet – Ba Uned – Eunápolis.
Professor de Metodologia da Pesquisa do Curso de Licenciatura em Matemática do Cefet-Ba Uned Eunápolis.
Professor de Arte Educação do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual da Bahia-Rede Uneb (Professor Convidado).
COLEGIADO
Membro do Colegiado do Curso de Licenciatura Plena em Matemática do Cefet-Ba-/Uned Eunápolis.
COMISSOES:
Coordenador do Processo Seletivo dos Cursos Profissionalizantes nos Anos de 2001e2002.
Comissões Eleitorais, de Sindicância, de Estudos para Criação e Reformulação de Cursos, no Cefet-Ba.
BANCA EXAMINADORA:
Membro da Banca do Processo Seletivo para Professor Substituto 1º e 2º graus. Da disciplina ADMINISTRAÇÃO
Membro da Banca do Processo Seletivo para Professor Substituto 1º e 2º graus. Da disciplina PSICOLOGIA.
SEMINÁRIOS:
Seminário de Pesquisa nas Artes-Pró Reitoria de Extensão da Ufba/ Escola de Belas Artes Mestrado em Artes Ufba
II Fórum Nacional de Educação Prefeitura Municipal de Porto Seguro
Seminário Qt Qualidade Total na Educação Cefet - Ba Uned Eunápolis
Seminário de Turismo do Extremo Sul da Bahia
Conta-Congresso de Tecnologia Ambiental-Porto Seguro Ba
Feesb -Forum de Educação do Extremo Sul da Bahia-Cefet-Ba Uned Eunápolis -
CARGOS E FUNÇÕES
Chefe da Coordenação de Apoio ao Ensino
Cefet – Ba
Assistente do Departamento de Administração
Cefet – Ba
Chefe da Coordenação de Comunicação Social e Comunitária
Cefet – Ba
Chefe da Coordenação Técnica e Pedagógica
Cefet – Ba
Chefe da Coordenação de Ensino Médio
Chefe da Coordenação de Linguagens
Cefet-Ba
IfBa- Camaçari
CURSOS MINISTRADOS
1996
Curso de Utilização de Recursos Audiovisuais Cefet- Ba Uned -Eunápolis -Ba – Instrutor
2003
Mini Curso “Arte Educação” – I Forum de Educação do Extremo Sul da Bahia-Uneb/ Cefet/ Unisul Bahia-Instrutor
2004
Arte Educação Rede Uneb-Universidade do Estado da Bahia
OFICINAS
Oficina de Papel Reciclado “Arte da Reciclagem” – NUCAPP- Núcleo de Ciências Ambientais Projetos e Pesquisas
EVENTOS COORDENADOS:
1996
I Mostra de Folclore do Extremo Sul da Bahia
1996
I Worshoping de Folclore de Eunápolis
1997
II Worshoping de Folclore de Eunápolis
1998
I Salão de Artes Plásticas da Costa do Descobrimento
2005
II Semana Nacional da Ciência e Tecnologia
2006
I Exposição de artes “Nossas Africanidades
2007
II Exposição de artes “Nossas Africanidades
2008
III Exposição de artes “Nossas Africanidades
2008
Semana da Consciencia Negra Cefet-Ba Eunápolis
2009
2010
2011
2012
2013
I Exposição de artes “Nossas Africanidades Ifba Camaçari
II Exposição de artes “Nossas Africanidades Ifba Camaçari
I II Exposição de artes “Nossas Africanidades Ifba Camaçari
I V Exposição de artes “Nossas Africanidades Ifba Camaçari

ARTISTA PLÁSTICO:
EXPOSIÇÕES COLETIVAS:
1979
I Mostra Coletiva de Artes no Salão do Jardim Suspenso - Secretaria Municipalde Educação e Cultura da Prefeitura Municipal do Salvador - Ba
1980
I Leilão de Artes Plásticas Dom Camilo Galeria de Artes - Bahia Othon Palace Hotel - Salvador – Ba
1980
I Exposição de Artes dos Empregados da Isocinatos - Camaçari - Ba
1981
I Exposição de Artes da Isobrasa - Camaçari - Ba
1981
I Exposição Coletiva dos Trabalhadores Petroquímicos - Sindiquimica - Galeria Malhoa, Gabinete Português de Leitura - Salvador - Ba
1981
Exposição Individual “Libertai Os Passaros “ Lojas Sandiz Iguatemi -Salvador
1983
I Prêmio Pirelli de Pintura Jovem - Salvador -Ba
1984
III Exposição de Artes da Isobrasa Camaçari - Ba
1985
II Prêmio Pirelli de Pintura Jovem - São Paulo - Sp
1986
Mostra Final do Concurso de Poesia e Pintura do Sesi Ba - Museu de Artes da Bahia - Salvador –Ba
1986
Exposição de Poesias e Pinturas Sesi -R J - Rio de Janeiro
1993
Exposição de Artes Sesi - Espaço Cultural Casa Branca Sesi- Ba Salvador -Ba
1994
Exposição Arte Livre – Galeria 13 Pelourinho Salvador - Ba
1994
Exposição Coletiva ” Retalhos Tão Pequeno de Nós Dez” - Casa doComércio Salvador- Ba
1995
Exposição ”Perfeição Liberdade De Expressão”
1998
Coletiva dos Artistas Plásticos de Eunápolis - Eunápolis - Ba
2003
Exposição 10 Anos de TV Santa Cruz Hotel Portal de Eunapolis
2006
I Exposição de artes “Nossas Africanidades” Cefet-Ba Unidade de Eunápolis
2007
II Exposição de artes “Nossas Africanidades” Cefet-Ba Unidade de Eunápolis
2008
III Exposição de artes “Nossas Africanidades” Cefet-Ba Unidade de Eunápolis
2009
I Exposição de artes “Nossas Africanidades” IFBA CAMPUS – CAMAÇARI
2009
Exposição Coletiva ‘A beleza da matéria” Sala Riolan Coutinho EBa /Ufba
2010
2010
Exposição Coletiva 'Há ...vezes penso'- Galeria Canizares/ Eba /Ufba
II Exposição de artes “Nossas Africanidades” IFBA CAMPUS – CAMAÇARI
SALÕES E BIENAIS DE ARTES
1980
I Salão Sergipano de Artes Plásticas - Universidade Federal de Sergipe - Aracaju – Se
1981
Salão Livre de Artes do Festival de Artes de São Cristóvão - Universidade Federal de Sergipe - Aracaju - Se
1983
I Prêmio Pirelli de Pintura Jovem - Salvador -Ba
1985
Salão Universitário da Bahia Universidade Estadual de Feira de Santana - Feira de Santana – Ba
1985
II Prêmio Pirelli de Pintura Jovem - São Paulo - Sp
1986
Salão dos Recusados da Metanor/ Copenor Salvador - Ba
1986
V Concurso de Desenho da Fundação Cultural do Estado da Bahia - Biblioteca Publica dos Barris - Salvador - Ba
1989
II Salão Baiano de Artes Plásticas Museu de Arte Moderna da Bahia-MAMBA - Ba Salvador - Ba
1991
I Bienal do Recôncavo Centro Cultural Dannemann -São Felix - Ba
1994
Concurso Nacional de Desenho d Pintura, “Dê Cores d Fantasia” Projeto Educação Artística, Steadler - Rio De Janeiro-Rj
1997/98
XIX Salão Regional de Artes Plásticas Fundação Cultural Da Bahia- Porto Seguro –Ba
1998
I Salão de Artes Plásticas da Costa do Descobrimento, Cefet-Ba Eunápolis Ba
1999
XX Salão Regional de Artes Plásticas Fundação Cultural da Bahia- Itabuna –Ba
2000
XXIX Salão Regional de Artes Plásticas Fundação Cultural da Bahia- Porto Seguro-Ba
MURAIS
1992
Mural Interno da Escola de Belas Artes -UFBa
1994
Mural Interno da Biblioteca Central dos Barris
Fundação Cultural do Estado da Bahia
1996
Mural Interno do Cefet-Ba Uned-Eunápolis
PRÊMIOS
1986
1° lugar no Concurso de Poesia e Pintura do Sesi Ba –
Museu de Artes da Bahia – Salvador –Ba- Categoria Artes Plásticas
1986
1° lugar no Concurso de Poesia e Pintura do Sesi Ba - Camaçari –
Ba - Categoria Artes Plásticas Premio Viagem
1992
1° lugar no Concurso do Mural Interno da Escola de Belas Artes
UFBa
OBRAS EM ACERVO
Galeria 13 – Pelourinho – Salvador
Família Riggenbach Geórgia USA
Mister Charles Howell Pensilvania USA
Cefet-Ba Uned Eunapolis Bahia
IfBa Camaçari Bahia
Fundação Gregório de Matos Salvador
Arquivo Wanda Svevo Fundação Bienal de São Paulo -S.P

domingo, 25 de setembro de 2011

Negra desconsciência, branca iginorância

Quando se fala de racismo, preconceito racial e igualdade racial, no Brasil, as elites intelectual, política e burguesa logo vêm com o discurso de democracia racial e que no Brasil, não há preconceito racial, que vivemos numa sociedade multirracial, sem conflitos. Será? Quando no título deste texto eu uso uma palavra “nova” des-consciência, estou na verdade fazendo provocação a uma reflexão sobre o papel do negro e do branco na sociedade. Por exemplo, que papel deve exercer o educador na consciência e na subconsciência de alunos negros e brancos? Como posso, eu, professor agir para que meu aluno branco se dispa do papel de agente colonizador em relação ao aluno negro ? Como meu aluno negro pode se sentir descolonizado em relação ao aluno branco ? Não é tarefa fácil para professores. O professor branco neste caso precisa educar seu olhar e percepção a fim de perceber conflitos que existem numa sala de aula entre alunos negros e brancos. Precisa perceber nas entrelinhas e intra-sala as falas, os gestos, as afirmações e negações a que os alunos negros são submetidos dentro do processo educativo. Precisa ter sensibilidade, disponibilidade e autoridade moral para corrigir posturas e mediar conflitos sem submeter alunos brancos e negros a constrangimentos, agravando ainda mais o fosso aberto por uma postura racista. Pergunte-se: eu, professor , como me vejo? Será que de alguma forma estou contribuindo quer com meu silêncio, quer de forma ostensiva para que alunos da população negra sejam submetidos a humilhações na sala de aula? Como posso ser afetado por isso? Quando determino a formação de equipes de trabalho, observo se há tendência na formação de grupos étnicos na sala? Deixo que meus alunos sejam críticos ou hostis em seus comentários sobre o trabalho de grupos menos favorecidos? O papel fundamental da escola e do professor é bem definido por Botelho: O cotidiano escolar apresenta-se, desse modo, marcado por práticas discriminatórias que condicionam a percepção negativa das possibilidades intelectuais de negros e propicia, ao longo dos anos, a formação de indivíduos – brancos e negros – com fortes idéias e comportamentos hierarquicamente racializados (CAVALLEIRO, 1998; BOTELHO, 2000).
Baseando-se nesse conceito cabe ao professor negro indagar-se: quando me olho no espelho vejo-me um negro ? Se me vejo, tenho a consciência de que se aqui cheguei foi por romper barreiras, superar limitações e que posso ajudar meus alunos negros a fazerem o mesmo? Mesmo não tendo havido tantas dificuldades, será que consigo identificar as dificuldades de meus alunos ? Será que não tive mesmo dificuldades ou a des-consciência não me permitia ver entraves e preconceitos a que fui submetido até chegar aqui? Professores negros serão o espelho na sala de aula onde alunos brancos vejam o cidadão negro detentor de um saber que talvez na sua concepção e de seus pais deveria pertencer a um branco e deve se impor neste sentido não minimizando seus feitos com postura subserviente. Para o aluno negro o professor negro deverá ser um modelo a ser seguido. Alunos, normalmente têm no professor um modelo; esse professor negro deverá tentar extrapolar este modelo, não só vigiando e corrigindo posturas preconceituosas, mas também, criando posturas afirmativas para o aluno negro, sem naturalmente hostilizar ou rebaixar o aluno branco, dando de forma democrática oportunidades de expressão ao aluno negro , geralmente sem voz na sala de aula, criando mecanismos de integração, descolonizando por assim dizer a cabeça do aluno negro. Segundo Vera Neusa Lopes: A proposta pedagógica deve voltar-se, assim, para um trabalho continuado de valorização das pessoas, povos e nações, num combate permanente às idéias preconcebidas e às situações de racismo e discriminação com que nos defrontamos no dia-a-dia. Este texto não pretende nem poderia esgotar todas as possibilidades de dialogar sobre o que ocorre dentro do espaço escolar sobre tudo na sala de aula, mas abre um leque importante para as discussões da Oficina: O cotidiano da criança negra na sala de aula.
Prof. Daniel Silva Gomes IFBA/ Camaçari /Bahia/Brasil
PALAVRAS CHAVES: des-consciência, subconsciência, intra-sala, sensibilidade, disponibilidade, autoridade moral, espelho, posturas preconceituosas.
Fontes:
Educação anti-racista : caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03 / Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. 236 p. (Coleção Educação para todos)
1. Relações raciais. 2. Relações étnicas. 3. Currículo.
Superando o Racismo na escola. 2ª edição revisada / Kabengele Munanga, organizador. – [Brasília]: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. 204p.: il. 1. Discriminação Racial. 2. Ideologia dos livros didáticos

Continente famélico


O africano dorme com seu filho

Nas areias do deserto,

Dorme eternamente,

com a fome

que o transformou

em semente,

eles fecundam uma terra

que não será fértil

para plantação de vegetais

só para enterrar mais

e mais

africanos famintos.

Daniel Silva Gomes 13/04/2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Grandma Joan

Author (Daniel Silva Gomes IFBA Professor of the Arts - Camaçari)
My Grandmother was the daughter of slaves, was born during the rule of law of the free womb,
therefore "free", was true passion for the Princess Elizabeth,( freed the slaves) was of São Felix.
Joana as she was known there for Cachoeira and Sao Felix walked with his eternal
black crocheted shawl, mourning she used until her death, admitted no clothes
had a predominance of white, I remember when I started working with it
a piece of white fabric and black, she was thrilled with this, but
a dress just did not put it my cousin Gilcélia, alias Gilcélia teacher,
I explained why and I gave another piece black and white, so was Joana.
When she came to Bahia, that is what she called Salvador, was in our
house, the house of Mr Felipe, my father, white man who love her, he treated her:
My Old Lady, called my mother and Mis Vicentina the youngest daugther of Grandma.
She manufactures cigar to make she used a litlle knife , tobacco
wrapped in newsprint and noble sheet for wrapping the cigar, and glue made
with remainder of bread that were driven. He sat on a stool behind the front door
and watched the movement and the people who passed us that we were not
quiet at no time, watched the educated people who greeted
and those without.
One day she and I were sitting in the doorway when he passed a girl
White who lived in the streets behind our square, needless to say
even looked at us, my Grandma left the girl back and said, "so proud and
rude but you saw the her thick noose? There is she descend of the negroes!!1. "I was about 11 years
and I loved the girl because she has the beautiful green eyes and blond hair,
Grandma was disappointed because the myth of perfection that had
me. I started watching it since then and no longer felt so beautiful, and even
hurt because she did not speak with us, just went to rescue her in the near future when
I was a teenager, and became a handsome man, so she began to get interested in me, but your nose will not let me get close.
Grandma was a fantastic figure tales told stories of my grandfather who was a player
guitar and partying.
But these stories are for another time.

Vovó Joana Publicada na Fundação Palmares (espaço do leitor)

Autor: Daniel Silva Gomes; Professor de Artes do IFBA - Camaçari


Minha Vó era filha de escravos, nasceu durante a vigência da lei do ventre livre,
portanto, "livre", tinha verdadeira paixão pela Princesa Isabel, era de São Felix.
Dona Joana como era conhecida lá por Cachoeira e São Felix andava com seu eterno
xale negro de crochê, alias usou luto ate sua morte, não admitia nenhuma roupa que
tivesse a predominância do branco, lembro-me quando comecei a trabalhar dei a ela
uma peça de tecido branco e preto, ela ficou muito emocionada com o presente, mas
não fez um vestido apenas guardou-o minha prima Gilcélia, alias professora Gilcélia,
me explicou o porque e eu dei outra peça preta e branca, assim era Dona Joana.
Quando ela vinha pra Bahia, ou seja como ela chamava Salvador, ficava em nossa
casa, na casa de Seu Felipe, meu pai, homem branco e apaixonado por ela que a
chamava de Minha Velhinha e Dona Vicentina minha mãe é a filha caçula de Vovó.
Ela trazia os apetrechos para fazer charuto, a faquinha de sete tostões, o fumo
enrolado em papel de jornal e as folha nobres para encapar o charuto, e a cola feita
com resto de pão que nos deixávamos. Sentava num tamborete atrás da porta da rua
e ficava vendo o movimento as pessoas que passavam e a nós que não ficávamos
quietos em nenhum instante, observava as pessoas educadas que a cumprimentava
e as que não.
Certo dia estávamos ela e eu sentados na porta de casa quando passou uma moça
branca que morava numa ruas atrás da nossa na Barros Reis, nem preciso dizer que
nem olhou para nós, minha Vó deixou a moça se afastar e me disse: "tão orgulhosa e
mal educada mas você viu a taboca do nariz dela? Ali tem". Eu devia ter uns 11 anos
e achava a moça muito bonita por causa dos olhos esverdeados e dos cabelos louros,
fiquei decepcionado porque Vovó derrubara o mito da perfeição que essa moca tinha
pra mim. Passei a observá-la desde então, e já não a achava tão bonita, e até
magoado porque ela não falava conosco, só fui resgatá-la num futuro próximo quando
fiquei adolescente, e me tornei um "moreno" de não se jogar fora, então ela passou a
me dar bola, mas seu nariz não me deixou se aproximar.
Vovó era uma figura fantástica contava historias causos de meu avô que era tocador
de viola e festeiro.
Mas esses causos são pra outra ocasião.

Tia Julia.Publicada na Fundação Palmares (espaço do leitor)

Autor(Daniel Silva Gomes Professor de Artes do IFBA - Camaçari )

Tia Julia que figura! Baixinha em torno de 1,46 de altura ou baixura? Era o ser
humano mais divertido que eu já conheci, tinha uma risada rasgada que se sacudia
toda, sempre tinha uma malandragem na voz, tipo: quando estávamos arrumados: "ta
todo lorde"... "pela hora" ..."epa rei" e assim por diante, não me lembro de vê-la triste
ou se queixando da vida.
Tia Julia era mais velha que mainha, e por isso não a respeitava tanto como a
seriedade de mainha exigia, sobretudo com relação nós, que éramos os únicos
sobrinhos que moravam em Salvador e que ela tinha contato ais direto.
Todo sábado a noite ela ia lá em casa, chegava por volta das sete e meia da noite,
contava piadas, nos ensinava a dançar samba de roda e forró, tinha uma expressão
que ficou gravada em cada um de nós "epa rei!" contava os casos mais engraçados
que tínhamos ouvido até então maninha com sua seriedade de Testemunha de Jeová,
religião que professamos dizia: Julia!!!. E ela: ora Tico que besteira (Tico era o nome
de mainha na intimidade da família) e prosseguia contando suas piadas.
Lembro-me de uma vez que ela contou relembrando sobre uma personagem de São
Felix: que dizia : "mamãe batata me faz mal e a mãe dizia: por que e ela respondia :
aquilo, mãe aquilo mãe aquilo", se referindo a menstruação.
Outro personagem era Creanto que dizia: "mãe vou cagar e repetia: mamãe vou cagar! e a mãe respondia irritada; caga e come Creanto." Aquilo nos fazia ter crises de riso e minha mãe de
frustração por querer nos manter na linha e tinha aquela tia que nos tirava dos rumos.
O melhor momento nas visitas de sábado era um programa da Radio Sociedade da
Bahia , que era de música nordestina, um forró gostoso e ela dançava com todos nós as
musica sde Luis Gonzaga, Trio Nordestino, Anastácia, etc, era super divertido.
Tinha dias que ela resolvia lembrar das musicas de Samba de Roda, e nos ensinava o
sapateado, antes Brown, nós já conhecíamos o refrão: "tu não faz como passarinho
que fez o ninho e avoou voou ...voou"
Quando ela anunciava que ia embora era um Deus nos acuda, porque a chave da
porta desaparecia, ate minhá mãe agir com o cinturão de meu pai na mão convencer a quem dera sumiço na chave era outro quarto de hora de muita diversão.
Tia Julia era malondrona, cozinheira num box da feira de Santa Bárbara, na Baixa dos Sapateiro, nunca casou mas sempre teve seu homem, era católica mas sempre vivia num terreiro da
macumba, quando ia a São Felix, se escondia numa casa de conhecidos em
Cachoeira por uns dias, e freqüentava as casa de Candomblé que lá existe, mas sem
minha Vó Dona Joana saber, já que a mesma não gostava de Candomblé.
Minha Vó era um mistério, pertencia a Irmandade da Boa Morte, negra filha e
escravos, mas não gostava de macumba, e Tia Julia apanhava dela apesar da idade
se ela soubesse que tava metida em casa de caboclo.
Certa vez Tia Julia e a tia Nicinha, quarentonas, foram para Cachoeira e lá ficaram numa casa de de candomblé Dona Joana soube, assim como tudo se sabe nas cidades do interior, foi buscar as duas e meteu as mãos nelas que foram para São Felix apanhadas e caladas.
Minha tia Julia depois de curtir muito a vida, não faltar as festas do Bonfim, Conceição,
Rio Vermelho e etc. morreu, foi como ela dizia "um pagode" "pela ordem", deixou
Dona Nieta, e Dona Tico suas irmãs vivas, mas são outras historias.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

VEM AI NOSSAS AFRICANIDADES III NO IFBA DE CAMAÇARI AGUARDEM! JÁ ESTAMOS TRABALHANDO

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Why our Africans?

The proposed work on african Brazilian and African culture comes from the realization that we are all somehow genetically or debtors want Africans of ancient culture that gave us these historiography and that the "official" denied for a long time, this is the time of redemption . students are encouraged to browse, do readings from the works of African artists and African Brazilians, the result is work rich in detail and creative.
Professor Daniel Silva Gomes IFBA-Campus Camaçari, Bahia

Power of Consciousness


Augustus is a black slim in stature, who left palm Indians in Alagoas, to enjoy the summer of Santa Catarina, and earn some money, as do many Northeast, selling curd cheese, nuts, etc..
Augustus was exactly that Sunday in Jurerê International, on the beach, going with his bag of nuts, when suddenly a kid coming up with "white" and brings him down with all the ups and Augusto love apologize with all its servility, but the father of angry kid starts accusing Augusto calling him "dirty nigger" and urging other "white" to attack it.
Augusto scared starts running on the beach and a small crowd begins to run after him shouting "get that black," Augustus and the more he ran over the number of people behind him grew.
Suddenly realizing that Augustus was his steps grew in size and he walked away from the increasingly growing crowd.
The greater the number of people behind him ... Augusto felt he was growing ... one meter and fifty, Augusto has a sixty ... ... ... seventy eighty ninety ... two twenty two meters ... thirty .. forty.
When Augustus realized he was the tallest man in the beach and stronger, he stopped looked back, the crowd, stopped terror, and each was turning around at first slowly, then every one to realize the power that emanated from Augustus were increasing the steps and started running back each one more desperate, white, "white" moreno, from Argentina, Paraguay, blacks without conscience, everyone ran back to their empty lives with shame.
Augusto was gradually becoming aware of his power ...

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Daniel Silva Gomes
Arts teacher Cefet Ba-Unit
Teaching Eunápolis
Artist graduated from the School of Fine Arts UFBa

Black de-consciousness, white ignorance?

When speaking of racism, racial prejudice and racial equality in Brazil, the intellectual elites, political and bourgeois soon come to the discourse of racial democracy in Brazil and that there is no racial prejudice, we live in a multiracial society without conflict. Really? When the title of this paper I use a word "new" dis-consciousness, I'm actually doing a provocative reflection on the role of black and white society. For example, what role the teacher must exercise in consciousness and subconsciousness of black students and white? How can I, I, for my acting teacher white student to undress the role of colonial agent in relation to black students? As my students can feel decolonised black against the white student? No easy task for teachers. The white teacher in this case need to educate your eye and awareness to realize that there are conflicts in a classroom of black students and white. Need to see between the lines and the intra-room speech, gestures, statements and denials that black students are submitted within the educational process. Must have sensitivity, availability and moral authority to correct postures and mediate conflicts without submitting white and black students to embarrassment, further exacerbating the gap opened by a racist attitude. Ask yourself: self, teacher, like myself? Did I somehow want to contribute with my silence, or ostensibly for students of black people are subjected to humiliation in the classroom? How can I be affected by it? When you determine the formation of work teams, there is a tendency to observe the formation of ethnic groups in the room? I let my students are critical or hostile in his comments on the work of disadvantaged groups? The role of the school and the teacher is well defined by Botelho: The daily school presents itself thus marked by discriminatory practices that affect the negative perception of the possibilities of black intellectuals and provides, over the years, the education of individuals - white and black - with strong ideas and behaviors hierarchically racialized (Cavalleiro, 1998; Botelho, 2000).
Based on this concept it is the black teacher to ask yourself: When I look in the mirror I see a black? If I am, I am aware that if I came here was to break barriers, overcome limitations and that blacks can I help my students to do the same? Although he has not been so many difficulties, will identify with the difficulties of my students? Does not have the same difficulties or de-consciousness does not allow me to see obstacles and prejudices that have been submitted to get here? Black teachers are the mirror in the classroom where students see the white owner of a black citizen to know that maybe in their design and their parents should belong to a white and must be imposed in fact, no minimizing his accomplishments with subservient posture. For black students the teacher should be a black model to be followed. Students usually have one teacher in the model, this black teacher should try to extrapolate this model, not only watching and correcting biased attitudes, but also creating affirmative attitudes to black students, without of course harass or demean the white student, giving a democratic way opportunities for student expression to black, usually without a voice in the classroom, creating mechanisms of integration, so to speak Decolonizing the head of the black student. According to Vera Neusa Lopes: The teaching must turn therefore to continued work of valuing people, peoples and nations in a constant struggle to preconceived ideas and situations of racism and discrimination we face in day-to- days. This is not intended to nor could exhaust all possibilities to talk about what happens inside the school about everything in the classroom, but it opens an important number for the discussions of the Workshop: The daily life of the black child in the classroom.
Prof. Daniel Silva Gomes IFBA / Camaçari / Bahia / Brazil

KEY WORDS: development of consciousness, subconsciousness, intra-room, sensitivity, availability, moral authority, mirror, prejudiced attitudes,

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Daniel Silva Gomes
Arts teacher Cefet Ba-Unit
Teaching Eunápolis
Artist graduated from the School of Fine Arts UFBa